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Mohsen Namjoo

terça-feira, 14 de julho de 2009


O suposto “Bob Dylan iraniano”.
Nunca tinha sequer ouvido falar no tal Mohsen Namjoo.
Navegando na internet vi a notícia que o mesmo tinha sido condenado a prisão por “cantar versos do alcorão em tom de desrespeito”, e que era um símbolo da juventude iraniana.
Baixei um álbum “Toranj” para curtir o som do cara.
Gostei! A música oriental é difícil de se alcançar, pouco difundida, e o máximo que nos é apresentado é em novelas das 8. O som do cara é carregado culturalmente, com as lamentações da música árabe e instrumentos à la ocidente.
Com certeza é alvo de opiniões divergentes e extremas, mas é interessante conhecer “rock and roll” do lado de lá, e realmente, lembra Bob Dylan!

Link para ouvir a música tema do albúm Toranj: aqui

Tangos e Tragédias em Joinville

domingo, 12 de julho de 2009
Férias é o que há.
Livre da faculdade estou podendo curtir as atrações culturais cumulativas de Joinville, digo cumulativas pois aqui dificilmente tem algo para se prestigiar, quando têm é tudo em uma época só.
Semana passada dia 08/07 tive o prazer de prestigiar o espetáculo dos gaúchos do Tango e Tragédias em Joinville, os cara são fregueses de Joinville e aparecem anualmente por aqui.
Foi incrível! Não podia se esperar menos de um grupo que esta a 25 anos na estrada! Os caras têm um domínio de palco impressionante, uma técnica musical excelente e fazem a platéia rir e participar do espetáculo do inicio ao fim. A peça é um excelente misto de musical e comédia, misturando violino, acordeão e um humor inteligente.
No final da apresentação, a dupla Pletskaya (Nico Nicolaiewsky) e Kraunus Sang (Hique Gomez) ainda foram para fora do teatro e fecharam a rua cantando músicas mais populares(como o Rappa) e fazendo o público de Joinville(que como já dito pelo Naka, é frio) cantar junto, os caras são feras!

Fim da prisão especial

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Quando entrei na faculdade, um dos objetivos era ter a possibilidade de no final, caso necessário :), usufruir de uma cela especial no sistema penitenciário por conta de meu diploma. Agora o senado aprovou o fim da prisão especial para quem possui curso superior.
Resumindo, agora meus quatro anos serão ainda menos encorajadores, já estou de saco cheio com a faculdade e não tenho mais perspectiva de “regalias penitenciarias”.
Brincadeiras à parte, apoio com aferro a decisão tomada pelo senado. Sempre achei uma bobagem associar um diploma a um maior discernimento do certo e do errado, hoje na faculdade tenho ainda mais certeza disso. Infelizmente Ensino Superior não promove respeito e decência a ponto de merecer tratamento especial, vejo a mesma quantidade de idiotas inconseqüentes cruzando o corredor da faculdade hoje de quando eu estava no ensino médio.
Pronto falei.

Ensaio Sobre a Cegueira

quarta-feira, 18 de março de 2009

O mestre da literatura cedeu à sétima arte o desafio de transformar visual uma de suas obras literárias mais aclamadas. José Saramago, escritor português contemplado com o prêmio Nobel de Literatura, não gostava da idéia de ter suas obras transformadas em filmes, quem obteve sucesso nessa empreitada foi o brasileiro Fernando Meirelles.
Saramago por si só já é singular em suas escritas, junte isso o “sutil escárnio” marcante dos filmes de Fernando Meirelles(Cidade de Deus, The Constant Gardener) e terá uma idéia da profundidade do filme "Ensaio Sobre a Cegueira " (Blindness) baseado no livro homônimo.
A historia é a respeito de uma pandemia de cegueira branca sem previstos. A fotografia do filme é a principal responsável por passar isso com perfeição. Com um contexto bastante apropriado, o enredo começa a mostrar o individualismo e a desmoralização do ser humano, expondo como seriamos uma sociedade medíocre caso as barreiras de caráter e humanidade fossem rompidas, ou seja, o homem no seu íntimo.
A sobrevivência começa a manifestar-se acima de qualquer bom senso, e entre degradação e a claustrofobia passada pelo filme, você se vê a assistir um ensaio sobre o lado mais cruel e primitivo do ser humano, sobre uma visão bem pessimista é claro, mas não menos fundamentada.
Para quem gosta de uma boa fotografia e um enredo ainda melhor contando com atores poucos conhecidos, vale a pena assistir.

Assisti este filme em um final de semana qualquer, o que me fez comentar sobre ele foi que avistei uma reportagem no site da BBC falando que no Afeganistão, famílias trocam filhas por um bom casamento e conseqüentemente a pança cheia, e isso nos leva a uma cena do filme onde acontece um “estupro coletivo” em troca de alguns fardos de comida que esta escassa. Parece escroto, mas no fundo é apenas o homem manifestando seus instintos naturais em sua cegueira branca.

Reportagem na integra

Protecionismo gaúcho

terça-feira, 10 de março de 2009

Eu tenho orgulho da minha terra e não escondo a ninguém, é esse orgulho que torna o povo gaúcho fiel a sua cultura, e é este mesmo orgulho que por vezes se torna arrogante e alvo de chacotas.
Recentemente a Veja publicou uma matéria que me chamou a atenção, relatando a dificuldade das empresas internacionais ou mesmo de outros estados em vingar no mercado rio-grandense. Eu tinha conhecimento de todo o tradicionalismo muito além do folclórico que envolve o território gaúcho, mas não sabia que tal peculiaridade influenciava e muito no mercado regional. O Rio Grande do Sul criou uma espécie de protecionismo persuadindo o mercado interno a tornar-se “auto-sustentável”, não, não é algo radical, e sim natural.
É simples, as empresas para agradarem o publico gaúcho, tem de ser ou fingir ser conterrâneo. Nos mercados, os produtos mais consumidos nas prateleiras são os de marcas locais, e essa seleção não acontece apenas pela classe média-alta como acontece em outros estados, é indiferente de classe social, é o estado brasileiro que mais consome produtos regionais.
Assim, as empresas “externas” precisam realizar pesquisas para atender esse mercado tão especifico, e as que passam por cima dessa exigência natural acabam caindo no esquecimento do povo. Um exemplo citado na reportagem é da Casas Bahia, eles não quiseram trocar o chapéu de nordestino do bonequinho símbolo que conquistou o resto do Brasil por um chapéu tipicamente gaúcho, resultado, das 27 lojas abertas no estado, sobraram 6.
Detalhe, a segunda cerveja mais consumida no estado é a Polar, que só existe no Rio Grande do Sul e é adaptada para ser mais amarga e lembrar o gosto do chimarrão 
Deixo o link para a reportagem na integra, vale a pena conferir, é esse tipo de orgulho sadio que o Brasil deveria incorporar em sua cultura comercial.

O marketing da bombacha.

Diogo é uma anta

domingo, 8 de março de 2009

Este final de semana parei para ouvir o tal de podcast do Diogo Mainardi. Sempre detestei seu espaço miúdo na revista “Veja”, mas nem por isso deixava de ler, para ver até que ponto a envergadura moral pode ser transgredida e adorada por alguns imbecis mais abastados que depositam nele o “titulo mor de esquerdista”.
Mas enfim, depois de ouvir seus elogios a si (num ato de narcisismo burro) em seu podcast, decidi que poderia dar uma opinião a respeito, afinal, agora tenho um blog :).
O Diogo Mainardi é aquele cara chato que vive dizendo que deveria ter nascido na Europa para curtir o xenofobismo a respeito de brasileiros trouxas e carnavalesco (e infelizmente não tem culhões para se mandar daqui), aquele cara que vive reclamando da direita e não se diz de esquerda, e sim um representante deste povo abatido e inerte ao qual só resta esculachar o governo.
Partindo para uma visão literária, Diogo leva a risca o conceito de que uma crônica tem de ser irônica. O problema é que sua ironia amiúde e arrogante vai alem da capacidade de absorção de qualquer pessoa normal, e sua maior arma se torna seu pior veneno a partir da quinta linha de sua crônica.
Politicamente ele é o mascote da revista veja e bibelô da família Marinho, e decerto é daí que tira sua dose de moral para escrever seu livro “Lula é minha anta” e outras coisas do tipo.
Enfim, Diogo é o herói dos abastados de pouca sapiência que gostam de idéias prontas e embaladas a respeito de política, e é por isso que a tanto tempo se mantêm em seu espaço na revista de mesma índole de seu colunista ! Diogo é uma anta... (no substantivo é claro)

Para que não conhece a figura: Podcast Veja Diogo Mainardi
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